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27 de maio de 2008

Os estrangeiros querem roubar a nossa Amazônia

Estrangeiros querem roubar nossa Amazônia. Essa foi uma das grandes justificativas para a construção das bases do exército na década de 60 e a abertura de estradas como a Transamazônica e a Cuiabá-Santarém. Ocupar a Amazônia virou uma meta para não perdermos nossa floresta. Foi o auge da política do "integrar para não entregar". O projeto militar não deu em nada. As bases do exército na região vivem para fazer exercícios de combate na selva. Nossos militares são bons, pena que o equipamento de combate - carros e armas - são da década de 40. Apesar da falta de tecnologia muitos acreditam que estão aptos para uma batalha na selva. Alguns ainda esperam uma futura invasão estrangeira, provavelmente dos EUA. Teorias da conspiração de vários tipos servem para justificar a presença de tantos homens no coração da selva e longe das fronteiras do Brasil. Que desprotegida são rota de todo tipo de contrabando, armas, pessoas, metais, pedras preciosas e principalmente, as drogas.

Uma das mais conhecidas bases para provável internacionalização da Amazônia é a existência de um livro didático americano. No tal livro, que seria usado em escolas do todo o país, existiria a referência a floresta brasileira. Uma ilustração mostraria nossa Amazônia como um território internacional. Depois de muito bla bla bla, descobriram que o livro jamais existiu. Apesar disso, a história ainda é muito difundida.

Quase quatro décadas depois, a discussão ressurge. Desta vez, pela voz da própria mídia estrangeira. No início do mês o jornal americano The New York Times e o inglês The Guardian, voltaram a afirmar que o Brasil não tem condições de fazer a gestão de sua floresta. Eles reclamam ao mundo a administração da Amazônia. Apesar de improvável, os artigos viraram combustíveis para a discussão ganhar tom de incidente diplomático. Enquanto se discute a invasão estrangeira da Amazônia, o país volta a se esquecer dos problemas reais da região com:

1 - O nosso total desgoverno sobre os 21% do território que são terras da "união e estados", consideradas devolutas e terra de ninguém.

2- A fata de implementação dos 60 milhões de hectares de unidades conservação de papel

3- O caos sobre 80% de nossas reservas de madeira que continuam sendo foco de exploração ilegal.

4 - E claro, a volta descontrolada do desmatamento.

Frente a tantos problemas reais que não conseguimos resolver, o melhor talvez seja continuar procurando "focos" de invasão estrangeira.. Melhor que isso, só esperar pela volta dos alienígenas conhecidos como Chupa Chupa, que andaram sendo acusados de abduzir pessoas no Pará na década de 70...

Os estrangeiros querem roubar nossa Amazônia. Mas eles precisam correr porque os grileiros chegaram antes.

(Juliana Arini)
Fonte
Blog do Planeta

27 de fevereiro de 2008

Apagão Mundial - Darkness in the World

No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 16:55 às 17:00hs (horário de Brasilia) propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos elétricos, para o nosso planeta poder 'respirar'.

Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.
Só 5 minutos, para ver o que acontece.
Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta.

Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo de grande.

Passa a notícia se quiseres, se tiveres amigos vivendo noutros países, envia-lhes e pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.
Autoria de Adesenhar.
Copiei do By Orc@r Luis

15 de outubro de 2007

Desmatamento na Amazônia, muito sendo feito, mas ainda muito a se fazer

Os dados de desmatamento na Amazônia divulgados pelo sistema de detecção em tempo real (Deter) do INPE, apresentados oficialmente no início de agosto, pelas Ministras Marina Silva e Dilma Roussef indicam que entre agosto de 2006 a julho de 2007 houve queda de aproximadamente 30% dos desmatamentos em relação ao mesmo período do ano anterior, que por sua vez já havia sido menor em 25% em relação a 2005, que por sua vez foi menor em 30% em relação a 2004. Isso significa, sem dúvida, um número importante considerando a série histórica, onde a média dos últimos dez anos se aproxima da casa dos 20mil km2, sendo que 2007 a perspectiva é de 10 mil km2. Em outras palavras: saímos de um patamar de 27 mil km2 de desmatamento para menos de 10 mil km2 em três anos.

Dentre as ações desenvolvidas no âmbito do Plano de Controle dos Desmatamentos na Amazônia lançado em março de 2004 que envolve ações de 13 ministérios, destacamos:

a) no eixo temático “Ordenamento Fundiário e Territorial”

- Homologação de 930.000 ha de Terras Indígenas;
- Criação de cerca de 3,9 milhões de ha de Projetos de Assentamentos Sustentáveis (assentamentos extrativistas, projetos de desenvolvimento sustentável e assentamentos florestais);
- Criação de 20 milhões de hectares de Unidades de Conservação de Uso Sustentável e de Proteção Integral;
- Limitação administrativa provisória de cerca de 15,4 milhões de ha na região de influência da rodovia BR-319 no Amazonas para fins de estudo de destinação da área, principalmente visando à criação de unidades de conservação;
- Medidas de combate à grilagem na Região Amazônica como: recadastramento dos ocupantes de terras públicas, retomada de terras públicas ilegalmente ocupadas, estabelecimento de critérios de destinação das terras públicas e criação de assentamentos sustentáveis;

b) no eixo temático “Monitoramento e Controle Ambiental”

- Intensificação das ações de fiscalização: implantação de 12 novas bases operativas do IBAMA nas áreas mais críticas em relação ao desmatamento, apreensão de grandes quantidades de madeira em tora, tratores, caminhões e motosseras e emissão de cerca de R$ 2,8 bilhões de reais em multas;
- Disponibilização ao público via internet do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER/INPE/MCT), fruto de parceria entre o INPE/MCT e o MMA/IBAMA;
- Desenvolvimento, em parceria com o INPE/MCT, de sistema que permitirá o monitoramento da exploração florestal seletiva (DETEX) na Amazônia.
- Combate à corrupção: desmantelamento de quadrilhas que fraudavam autorizações para exploração florestal, por meio de operações envolvendo ações conjuntas da Polícia Federal e IBAMA, além do Ministério Público Federal; prisão de servidores do IBAMA e de outros órgãos, além de madeireiros e lobistas.
- Publicação do Decreto n° 5.523/2005 que alterou de R$ 1 mil para R$ 5 mil a multa por hectare de floresta derrubada ilegalmente em Reserva Legal.

c) no eixo temático “Fomento a Atividades Produtivas Sustentáveis”

- Instituição do marco legal da Gestão de Florestas Públicas para a produção sustentável - Lei nº 11.284, de 02 de março de 2006, regulamentada pelo decreto nº 6063/2007, que disciplina a exploração florestal em regime de manejo florestal sustentável sob a supervisão do Poder Público.
- Criação do primeiro Distrito Florestal Sustentável do país, na área de influência da BR 163, com cerca de 8,2 milhões de ha, que consiste numa delimitação geográfica onde deverão convergir políticas de governo visando o fomento da atividade de manejo florestal sustentável, com potencial de geração de renda bruta de R$ 1 bi por ano;
- Elaboração e encaminhamento à Casa Civil de propostas de alteração dos instrumentos de fomento para apoiar o uso sustentável dos recursos naturais na Amazônia;
- Intensificação do programa de capacitação de mão-de-obra com ênfase no manejo florestal sustentável e extrativismo (criação do Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal - CENAFLOR).

Entretanto, o governo não está fazendo festa. Estamos atentos ao dado específico de desmatamento relevado para agosto de 2007 que indica um aumento do desmatamento em relação ao mesmo mês de 2006 em 53%, apesar de indicar uma queda de 27% relação ao mês de julho de 2007.

É preciso fazer mais, principalmente avançar na agenda positiva para dar escala às atividades econômicas florestais na região, envolver os estados e alguns municípios prioritários no enfrentamento do problema, mas não é possível ignorar os mais de 20 milhões de hectares de unidades de conservação criados nos últimos 4 anos, as dezenas de operações (inéditas na história) do Ibama e da Polícia Federal na região, investigações que desmontaram máfias da madeira, a criação de todo um sistema de gestão de florestas públicas, o aprimoramento dos sistemas de monitoramento dos desmatamentos (PRODES, DETER e agora o DETEX), o envolvimento de outros ministérios como o da Justiça, do Desenvolvimento Agrário, da Ciência e Tecnologia, da Defesa, a Casa Civil no enfrentamento do tema como uma questão de governo. É preciso avançar muito.

O governo está trabalhando, neste exato momento, na revisão do Plano de Prevenção e Controle dos Desmatamentos na Amazônia, por conta da convicção de que o que já foi feito não será suficiente para manter a curva de queda dos desmatamentos na Amazônia. Vamos trabalhar em duas frentes, rever o plano para os próximos quatro anos, visando uma segunda etapa que priorize a agenda positiva e a descentralização da gestão florestal em vigor na lei. Simultaneamente estamos desenhando, até novembro deste ano, um Plano Emergencial para 2008 que busque ser mais efetivo no controle do desmatamento principalmente entre abril a julho do próximo ano, época que tradicionalmente concentra mais de 70% dos desmatamentos anuais. Portanto agosto, não é um mês tão representativo, embora reconheçamos que pode estar apontando para uma desaceleração na curva de redução.

Não será fácil manter o ritmo de queda no próximo ano, pois 2008 tem eleições municipais, que se caracterizam historicamente como anos de pico de desmatamento. Ademais há uma melhora nos indicadores do agronegócio - que não podem ser assimilados agregadamente para toda Amazônia, ou isolados de contextos e conjunturas socioeconômicas sub-regionais bastante diversificadas. Há uma nova dinâmica de fragmentação dos desmatamentos que exigirá dos governos (federal e estaduais) maior articulação e efetividade. É preciso trabalharmos no melhor uso das áreas abertas e, portanto, na agenda positiva e apertarmos muito mais o cerco sobre os novos desmatamentos ilegais. É preciso trabalharmos na busca por maior efetividade e eficiência nas ações de repressão aos ilícitos, melhorando substancialmente os indicadores de responsabilização por infrações florestais. Tudo isso é reconhecido, está sendo examinado e trabalhado.

(André Lima, 35 - Advogado, formado em Direito pela USP, Mestre em Política e Gestão Ambiental pela UnB. Diretor de Articulação de Ações da Amazônia/Ministério de Meio Ambiente)


***Fonte: http://blogdoplaneta.globolog.com.br/

7 de outubro de 2007

Um Domingo Maravilhoso


Gente!!! Eu fui no Evento cultural da Mata Atlântica.
Olha a fotinho com uma réplica de uma tartaruga! Tinha muita coisa legal e interessante...
Standes da WWF, Greenpeace, Tamar, Policia Ambiental, entre outros. Adorei!
Só queria ter participado de todas oficinas mas ... tudo bem!
Se ano que vem for aberto ao público novamente vou participar e aproveitar bastante.

4 de outubro de 2007

Evento cultural da Mata Atlântica


Começa esta semana (de 3 a 7 de outubro, das 9 horas às 22 horas) o encontro cultural Ecos do Planeta, a segunda edição de um evento gratuito, que este ano ocorre no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. E está muito melhor. A idéia dos organizadores é conscientizar as pessoas sobre a importância da conservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta.

No ano passado, o encontro ocorreu no Espaço Unibanco e era voltado para ambientalistas. Este ano, o público-alvo são cidadãos comuns. Boas peças de teatro infantis, contadores de história e shows que estão em cartaz na cidade poderão ser vistos de graça.

A maior paret dos eventos envolve as crianças. Logo que entram no pavilhão, os pequenos são convidados a fazer uma expedição por um espaço natural de 500 metros quadrados de Mata Atlântica natural. De lá, como se estivessem em um circuito de atividades da Ciranda Discovery Kids, elas visitam um aquário de três metros com cerca de 80 peixes de sete espécies nativas da Mata Atlântica. E ainda podem tirar foto ao lado de réplicas de tartaruga gigantes, trazidas por representantes do projeto TAMAR, que tenta convencer os pais a “adotar” uma tartaruga marinha.

Serão exibidas as peças “Panos & Lendas”, da Cia. de Teatro Pic & Nic, e “Bichos do Brasil”, da Cia Pia Fraus, super bem cotada pelo Guia da Folha. E sessões de cinema com os filmes “A era do gelo”, “Tainá 2”, “Vida de Inseto”, “Os sem floresta” e “Madagascar”, além de algumas oficinas

Os adultos poderão visitar os stands e conhecer o trabalho das principais ONGs ambientais e assistir a “Uma verdade inconveniente”, “Derzu Usala” e o “O jardineiro fiel”, além do lançamento do documentário “Corredor da Vida”, de direção de Gina Buchaman e John Marlin, que conta a história da Mata Atlântica. Também poderão acompanhar uma série de debates sobre a Mata Atlântica. Entre os debatedores estarão presentes Thais Corral, da Rede de Desenvolvimento Humano, André Guimarães , do Instituto BioAtlântica, Ana Cristina Barros, da TNC (The Nature Conservancy), Magda Lombardo, da UNESP, o próprio Fábio Feldmann entre outros nomes de peso.

A programação de todos os dias está disponível no site
Ecos do Planeta

(Luciana Vicária)
***Fonte Blog do Planeta

23 de setembro de 2007

Primavera

Cecília Meireles


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

19 de setembro de 2007

dia 22 de setembro É o Dia Mundial sem Carro

A pé, de bicicleta, de skate ou de patins, não importa. Sábado, dia 22 de setembro, é dia de deixar o automóvel em casa e reencontrar a alegria de andar pela cidade. É o Dia Mundial sem Carro, um movimento que nos convida a refletir e mudar alguns hábitos que comprometem a qualidade de vida nas metrópoles e o equilíbrio do planeta.

A mobilização faz sentido, afinal o aumento de carros em circulação nos centros urbanos gera impacto no meio ambiente, na segurança e na saúde da população. Os inúmeros automóveis das cidades produzem poluição sonora e do ar, doenças respiratórias, sedentarismo, congestionamentos, irritabilidade, perda de tempo e acidentes, além de ser uma opção cara e nada sustentável. Em São Paulo, por exemplo, os veículos motorizados são responsáveis por 70% da emissão de poluentes na cidade.

Implantado pela primeira vez na França, em 1998, o Dia Mundial sem Carro foi lançado para sensibilizar as populações sobre a importância de adotar atitudes simples que ajudam a reduzir a emissão de gases nocivos na atmosfera, responsáveis pelo aquecimento global.

A idéia logo foi encampada pelas grandes metrópoles da Europa e chegou ao Brasil em 2001. Atualmente, 1.500 cidades do mundo participam oficialmente e, até o momento, 50 cidades brasileiras estão organizando atividades para o dia 22. Nesse dia também se comemora o Dia Mundial do Pedestre e espera-se que ele inspire todos os outros dias do ano.

Sem carro em São Paulo

A cidade de São Paulo incorporou a data em 2005, sob a coordenação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Neste ano, a iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes, que realizará a “Virada Esportiva” alinhada ao evento, e de 250 entidades que integram o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade.

A programação geral incluirá desde passeios ciclísticos e caminhadas até gincanas entre escolas públicas, com o tema “educação no trânsito”. A Secretaria do Verde também programou a distribuição de flores e plantas.

“Nesse dia, espero que a cidade possa reavaliar a dependência que o paulistano tem do automóvel, afinal ela reflete diretamente na qualidade de vida das pessoas”, afirma Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.

A partir do evento, o secretário conta com a pressão de cada cidadão para exigir das autoridades públicas um transporte público de qualidade. “Com ampliação de corredores exclusivos, combustíveis mais limpos, regulagem obrigatória dos veículos, recuperação e expansão das linhas de troleibus, incentivo ao uso de bicicletas e instalação de bicicletários dentro de terminais de ônibus e metrô”, enumera.

São Paulo, outra cidade

À frente do Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade, Oded Grajew, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, destaca a importância de aderir ao Dia Mundial sem Carro. “É uma oportunidade para refletir e tentar experimentar a cidade de outra maneira”, afirma.

Segundo Grajew, a sociedade precisa avançar no transporte público e optar por soluções sustentáveis, além de planejar a mobilidade das pessoas. “É importante que as calçadas possibilitem o acesso de idosos, crianças e portadores de deficiências, e que os motoristas respeitem os semáforos de pedestres. As ciclovias também devem ser construídas como alternativa concreta para aqueles que desejam utilizar a bicicleta como meio de transporte”, diz.

Ele lembra que a cidade de São Paulo conta com apenas 27 km de ciclovia, enquanto Bogotá, capital da Colômbia, tem 350 km. “Oferecer opções de transportes não-poluentes ou coletivos resultará em melhoria da qualidade do ar e de vida da nossa população. Daí a importância de aderir ao movimento, pois teremos um dia inteiro voltado à educação”, conclui.

A Natura apóia o Movimento Nossa São Paulo e o Dia Mundial sem Carro, pois acredita que são iniciativas importantes para conscientizar e estimular a participação das pessoas na solução das questões de cidadania e de respeito ao meio ambiente. Por isso, está estimulando a participação e divulgando o evento entre todos os seus públicos, especialmente para os mais de 600.000 Consultores, que atuam em todas as regiões do País.

Para mais informações, acesse:

http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/eventos/0010

http://www.nossasaopaulo.org.br/verconteudo.asp?idSecao=17

A jornada de norte a sul

Outras capitais brasileiras estão engajadas no Dia Mundial sem Carro. Na cidade de Manaus (AM), localizada junto à floresta amazônica, que já sofre com a poluição provocada pelo excesso de veículos nas ruas, os arredores do evento só poderão receber transportes coletivos, bicicletas e outros transportes alternativos.

Em Belo Horizonte (MG), o RUAVIVA – Instituto da Mobilidade Sustentável e a ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos estão organizando a VII Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro”. Na programação, estão previstos o fechamento de ruas para uso exclusivo de pedestres e um grande passeio ciclístico.

O Rio de Janeiro (RJ) aderiu ao projeto e prepara, para o dia 22, um evento, cujo mote será “Redescobrir a Cidade”, com o apoio da Secretaria Municipal dos Transportes. A capital carioca conta com a maior malha cicloviária do País: 140 km. Brasília (DF) também planeja organizar diversas atividades, assim como Porto Alegre (RS) e outras cidades brasileiras.


*** retirado do site Natura

5 de setembro de 2007

Biólogo não...

Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é por peso vivo.
*** Homenagem ao meu amigo Oscar e todos biólogos, feliz dia do biólogo atrasado - afinal foi dia 03/09 né rolleyes!!!

28 de agosto de 2007

Imagens Bonitinhas e o Amanhã.

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Acho que a grande preocupação de todos hoje em dia é a questão ambiental, então que cada um de nós faça sua parte né...
Esse domingo na Revista da Folha saiu uma matéria muito legal sobre o que estão fazendo ou deixando de fazer, fala até de uma nova igreja(pasmem!) nos EUA onde se prega que deve deixar o consumismo para salvar o planeta. Obviamente existem vários pontos de vista diferentes mas a máteria ficou ótima.

"O caos ecológico leva quem polui a compensar o impacto ambiental, mesmo que seja usando uma cueca de fibra de bambu."

Quem for assinante Uol ou da Folha acesse aqui.
E fica a dica de leitura e o pedido para que todos nós, blogueiros ou não, continuem nessa luta e campanhas de concientização.
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16 de julho de 2007

Não é "só mais uma árvore" !!!



19 de junho de 2007

Uma Verdade Incoveniente

Assisti hoje um filme muito interessante e alarmante, na realidade já sabemos do que é discutido no filme mas, nem sempre, damos a devida atenção. Li sobre "Uma Verdade Inconveniente" no blog da Kaká quem quiser saber mais sobre o filme pode ler em detalhes a matéria, mas hoje vou postar apenas a mensagem do final deste filme que deve ficar clara em nossas mentes.

"Estão prontos para mudar?
A crise do Clima pode ser resolvida,
Eis como começar:
Vocês podem reduzir as emissões de gás carbônico
Na realidade, vocês podem reduzir essas emissões a zero
Comprem aparelhos elétricos que consumam pouca energia
Lâmpadas: Mudem para termostato com timer para diminuir o consumo do aquecedor e do ar-condicionado
Preparem suas casas para o tempo, aumente a insolação, avalie seus gastos de energia
Recicle
Se puderem, comprem um carro bicombustível
Se possível, caminhem ou andem de bicicleta
Quando possível, usem ônibus ou transportes de massa
Digam aos seus pais para não arruinarem o mundo aonde vocês vão viver
Se vocês tiverem filhos, unam-se a eles para salvar o planeta
Liguem para sua companhia elétrica e perguntem se eles utilizam energia verde
Se não usarem, perguntem porque.
Vote em líderes que se comprometam a resolver essa crise
escrevam para o congresso e, se eles não derem atenção, concorra a uma cadeira no congresso
Plantem árvores, muitas árvores
Chamem a atenção da sua comunidade
Liguem para programas de rádio e escreva para jornais
Insistam para que a América cesse a emissão de CO²
Unam-se aos esforços internacionais para deter o aquecimento global
Reduzam nossa dependência ao petróleo
Ajudem os fazendeiros plantar para gerar combustíveis a álcool
Elevem os padrões para economia de combustíveis
Exijam emissões mais baixas dos automóveis
Se acreditam em preces, Rezem para que as pessoas encontrem forças para mudar
Como diz um velho provérbio africano: "Quando você rezar, mexa os pés."
Estimule todos que vocês conhecem a ver este filme
Aprendam o máximo sobre a crise do clima e aí
Transforme esse conhecimento em AÇÃO."
site oficial www.climatecrisis.net

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