"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
(Mario Quintana - Das utopias - Espelho Mágico)
11 de setembro de 2007
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Frases,
Mario Quintana
10 de setembro de 2007
A verdadeira linguagem
A verdadeira linguagem é a linguagem do coração.
É a linguagem onde a gentileza abre caminhos, onde a alegria conduz, onde a luz protege, onde o amor abençoa.
A tua verdadeira linguagem é aquela que, quando proferida, o mundo silencia e ouve atento, pois não és tu quem fala, e sim o amor através de ti. A tua verdadeira linguagem é serena, porque o amor é sereno.
A tua verdadeira linguagem é precisa, porque assim é o teu espírito.
A tua verdadeira linguagem é amorosa, porque do amor foste criado.
Quando falas com o coração, muito podes dar, muito podes ensinar.
A palavra amorosa traz consigo a cura para todos os males, o perdão para toda culpa, o amor para todo ódio e a luz para toda escuridão.
Sê honesto com teus sentimentos e cuida de tuas palavras.
Não te esqueças de que enquanto falas, o outro ouve...
Não causes ferimentos no coração daquele que tanto necessita crescer.
Quando falas com o coração o amor entra agradecido em teu ser, grato por ser um contigo, grato por, através de ti, poder estender-se a tantos outros que, como tu, necessitam de luz e compaixão. (A.D.)
"Se queremos progredir temos que manter nossa cabeça fresca e o coração hospitaleiro.
Muitos dizem que se não gritarem ou ficarem furiosos, ninguém irá escutá-los. Mas é uma grande ilusão usar a raiva como nossa força.
Pelo prejuízo que causa, ela é injustificável. Uma mente calma toma decisões certas, efetivas e precisas. Um coração quente é flexível, compassivo e tolerante. Isto nos ajuda a ter sucesso na longa jornada.
(Brahma Kumaris)
A tua verdadeira linguagem é aquela que, quando proferida, o mundo silencia e ouve atento, pois não és tu quem fala, e sim o amor através de ti. A tua verdadeira linguagem é serena, porque o amor é sereno.
A tua verdadeira linguagem é precisa, porque assim é o teu espírito.
A tua verdadeira linguagem é amorosa, porque do amor foste criado.
Quando falas com o coração, muito podes dar, muito podes ensinar.
A palavra amorosa traz consigo a cura para todos os males, o perdão para toda culpa, o amor para todo ódio e a luz para toda escuridão.
Sê honesto com teus sentimentos e cuida de tuas palavras.
Não te esqueças de que enquanto falas, o outro ouve...
Não causes ferimentos no coração daquele que tanto necessita crescer.
Quando falas com o coração o amor entra agradecido em teu ser, grato por ser um contigo, grato por, através de ti, poder estender-se a tantos outros que, como tu, necessitam de luz e compaixão. (A.D.)
"Se queremos progredir temos que manter nossa cabeça fresca e o coração hospitaleiro.
Muitos dizem que se não gritarem ou ficarem furiosos, ninguém irá escutá-los. Mas é uma grande ilusão usar a raiva como nossa força.
Pelo prejuízo que causa, ela é injustificável. Uma mente calma toma decisões certas, efetivas e precisas. Um coração quente é flexível, compassivo e tolerante. Isto nos ajuda a ter sucesso na longa jornada.
(Brahma Kumaris)
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Reflexões
9 de setembro de 2007
Fan Chi passeava com Confúcio pelo terraço dos Dançadores da Chuva. Lá embaixo, os jovens ensaiavam a coreografia do novo ballet.
"Veja a harmonia de seus movimentos", comentou o mestre. "Exaltam a virtude, descobrem o segredo do mal, e identificam a confusão".
“Pois a dança me parece algo superficial” respondeu Fan Chi. “Não acharia melhor que estivessem dedicando seu tempo a meditar?”
E Confúcio comentou: "Excelente questão! Se acreditarmos que existe apenas um caminho para a sabedoria, em breve estaremos exaustos e sem entusiasmo. Seja na meditação, na dança, na jardinagem, ou mesmo na fabricação de vinho, qualquer pessoa que colocar o esforço na frente da recompensa, exalta a virtude. À medida que se aperfeiçoa, enfrenta-se com o que há de ruim em si mesmo e descobre os segredos do mal. Finalmente, quando está diante de um obstáculo, é capaz de identificá-lo antes que ele lhe cause problemas e assim jamais deixa-se confundir."
retirado de http://www.paulocoelho.globolog.com.br/

"Veja a harmonia de seus movimentos", comentou o mestre. "Exaltam a virtude, descobrem o segredo do mal, e identificam a confusão".
“Pois a dança me parece algo superficial” respondeu Fan Chi. “Não acharia melhor que estivessem dedicando seu tempo a meditar?”
E Confúcio comentou: "Excelente questão! Se acreditarmos que existe apenas um caminho para a sabedoria, em breve estaremos exaustos e sem entusiasmo. Seja na meditação, na dança, na jardinagem, ou mesmo na fabricação de vinho, qualquer pessoa que colocar o esforço na frente da recompensa, exalta a virtude. À medida que se aperfeiçoa, enfrenta-se com o que há de ruim em si mesmo e descobre os segredos do mal. Finalmente, quando está diante de um obstáculo, é capaz de identificá-lo antes que ele lhe cause problemas e assim jamais deixa-se confundir."
retirado de http://www.paulocoelho.globolog.com.br/
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Sabedoria
8 de setembro de 2007
Arriscar-se
"Rir é arriscar-se a parecer doido...
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental...
Estender a mão é arriscar-se a comprometer-se...
Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expor...
Dar a conhecer as suas idéias, os seus sonhos, é arriscar-se a ser rejeitado...
Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor...
Viver é arriscar-se a morrer...
Permitir é arriscar-se a não ser permitido...
Pedir é arriscar-se a não ser atendido...
Esperar é arriscar-se a desesperar...
Tentar é arriscar-se a falhar...
Mas devemos nos arriscar!!!
O maior perigo da vida, está em não arriscar.
Aquele que não arrisca nada...
Não faz nada...
Não tem nada...
Não é nada..."
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental...
Estender a mão é arriscar-se a comprometer-se...
Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expor...
Dar a conhecer as suas idéias, os seus sonhos, é arriscar-se a ser rejeitado...
Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor...
Viver é arriscar-se a morrer...
Permitir é arriscar-se a não ser permitido...
Pedir é arriscar-se a não ser atendido...
Esperar é arriscar-se a desesperar...
Tentar é arriscar-se a falhar...
Mas devemos nos arriscar!!!
O maior perigo da vida, está em não arriscar.
Aquele que não arrisca nada...
Não faz nada...
Não tem nada...
Não é nada..."
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Reflexões
7 de setembro de 2007
Lojinha do Senhor:
Entrei numa loja e vi um anjo no balcão, maravilhada perguntei:
- O aque vendes aqui, Santo Anjo?
- Todos os dons de Deus - respondeu o anjo.
- E custa muito? - Voltei a perguntar.
- Não custa nada. É tudo de graça.
Contemplei a loja e vi que havia jarros de amor, vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de salvação e sabedoria. Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero amor de Deus, todo o seu perdão, um vidro de fé, toda a felicidade e salvação eterna para mim e toda a minha família.
Então o anjo preparou e entregou - me um pequeno embrulho que cabia na palma da minha mão.
Incrédula, eu disse:
- Mas não é possível estar tudo aqui.
Sorrindo o anjo me respondeu:
- Minha querida irmã, na loja de Deus não temos frutos, só as sementes. Plante-as.
- O aque vendes aqui, Santo Anjo?
- Todos os dons de Deus - respondeu o anjo.
- E custa muito? - Voltei a perguntar.
- Não custa nada. É tudo de graça.
Contemplei a loja e vi que havia jarros de amor, vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de salvação e sabedoria. Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero amor de Deus, todo o seu perdão, um vidro de fé, toda a felicidade e salvação eterna para mim e toda a minha família.

Então o anjo preparou e entregou - me um pequeno embrulho que cabia na palma da minha mão.
Incrédula, eu disse:
- Mas não é possível estar tudo aqui.
Sorrindo o anjo me respondeu:
- Minha querida irmã, na loja de Deus não temos frutos, só as sementes. Plante-as.
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Religiosas
O vendedor de palavras
Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$ 0,50!".
Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe! Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?
* Fábio Reynol (1973), paulista da cidade de Campinas, é jornalista e escritor. Trabalha como assessor de imprensa, redator para Internet e
ghostwriter. Tem vários trabalhos, nenhum publicado, entre eles o livro-reportagem "A verdadeira história de Pedrinho Matador" escrito em
parceria com a jornalista Patrícia Capovilla.
Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe! Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?
* Fábio Reynol (1973), paulista da cidade de Campinas, é jornalista e escritor. Trabalha como assessor de imprensa, redator para Internet e
ghostwriter. Tem vários trabalhos, nenhum publicado, entre eles o livro-reportagem "A verdadeira história de Pedrinho Matador" escrito em
parceria com a jornalista Patrícia Capovilla.
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Diversos
5 de setembro de 2007
Esculturas de papel
O papel A4 é hoje, talvez, a mídia mais consumida do mundo para transportar informações. Sempre impregnado de imagens, textos, conteúdos diversos em numerosas aplicações, estar cara a cara com ele limpo, papel em branco, para muita gente, é um desafio, uma esfinge enigmática.
Peter Callesen é um artista plástico dinamarquês. A materialidade do papel A4 o intrigou e ele aceitou o desafio: transformar o material, bidimensional, em formas que saltassem dali, que o utilizassem como matéria-prima e invadissem, organicamente até, o mundo exterior. Imagens 3D a partir de uma simples folha em branco.
A exposição-virtual A4 Paper Cut brinca com o imaginário mágico e romântico, com as formas da natureza, com as impossibilidades, com os anseios humanos e com a inevitabilidade de desastres anunciados, seja em bolas de neve descendo uma encosta em direção a uma casa que parece ser ainda mais frágil por herdar a carcterística do papel; seja em uma aranha que se dirige a uma borboleta pousada na folha. Em alguns casos, verdadeiras reflexões filosóficas podem emergir, junto com as figuras. É inconteste a forte impressão causada pela escultura onde um esqueleto sentado em uma cadeira observa a silhueta de um corpo deitado, representado como um rasgo, como se olhasse para seu próprio passado, seu universo particular de escolhas. O que o levou até ali.

Ao manter o papel limpo de conteúdo, é fácil preenchê-lo de significados. Impressionante ainda é como esta utilização transforma o material em algo certamente dramático. A efemeridade das esculturas pungentes, minúsculas e frágeis, com detalhes que impressionam e requerem outros olhares. Uma coisa é certa: você nunca mais vai olhar para uma folha em branco da mesma forma.
Retirado de Silenzio, No Hay Banda. Vale a pena conferir!!
Peter Callesen é um artista plástico dinamarquês. A materialidade do papel A4 o intrigou e ele aceitou o desafio: transformar o material, bidimensional, em formas que saltassem dali, que o utilizassem como matéria-prima e invadissem, organicamente até, o mundo exterior. Imagens 3D a partir de uma simples folha em branco.
A exposição-virtual A4 Paper Cut brinca com o imaginário mágico e romântico, com as formas da natureza, com as impossibilidades, com os anseios humanos e com a inevitabilidade de desastres anunciados, seja em bolas de neve descendo uma encosta em direção a uma casa que parece ser ainda mais frágil por herdar a carcterística do papel; seja em uma aranha que se dirige a uma borboleta pousada na folha. Em alguns casos, verdadeiras reflexões filosóficas podem emergir, junto com as figuras. É inconteste a forte impressão causada pela escultura onde um esqueleto sentado em uma cadeira observa a silhueta de um corpo deitado, representado como um rasgo, como se olhasse para seu próprio passado, seu universo particular de escolhas. O que o levou até ali.
Ao manter o papel limpo de conteúdo, é fácil preenchê-lo de significados. Impressionante ainda é como esta utilização transforma o material em algo certamente dramático. A efemeridade das esculturas pungentes, minúsculas e frágeis, com detalhes que impressionam e requerem outros olhares. Uma coisa é certa: você nunca mais vai olhar para uma folha em branco da mesma forma.
Retirado de Silenzio, No Hay Banda. Vale a pena conferir!!
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Diversos
Biólogo não...
Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é por peso vivo.
*** Homenagem ao meu amigo Oscar e todos biólogos, feliz dia do biólogo atrasado - afinal foi dia 03/09 né
!!!
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é por peso vivo.
*** Homenagem ao meu amigo Oscar e todos biólogos, feliz dia do biólogo atrasado - afinal foi dia 03/09 né 2 de setembro de 2007

"Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos"
Martin Luther King
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Frases,
Humanidade
MEU PARAÍSO PERDIDO
Pelos entardeceres vinhas à minha vida e inteira te cobria minha idealidade, destacando na tarde o teu perfil perdido por entre o milagroso canto de claridade que era uma sombra de ouro em meu isolamento e deitava em meus sonhos seu ponto de piedade.E nas contemplações se tecia no momento suave e sereno, cheio de suprema bondade.
A suavidade de idílio dessa tarde chegava com a límpida lenda de teu olhar chegado.Oh! a doce alegria que iluminou meu frágil paraíso perdido!
(Pablo Neruda - tradução: Thiago de Mello - do livro Cadernos de Temucos)
Enviado pelo meu amigo Antônio Carlos, também poeta, de Comtemplação poética. Obrigada!!
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