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5 de setembro de 2007

Esculturas de papel

O papel A4 é hoje, talvez, a mídia mais consumida do mundo para transportar informações. Sempre impregnado de imagens, textos, conteúdos diversos em numerosas aplicações, estar cara a cara com ele limpo, papel em branco, para muita gente, é um desafio, uma esfinge enigmática.

Peter Callesen é um artista plástico dinamarquês. A materialidade do papel A4 o intrigou e ele aceitou o desafio: transformar o material, bidimensional, em formas que saltassem dali, que o utilizassem como matéria-prima e invadissem, organicamente até, o mundo exterior. Imagens 3D a partir de uma simples folha em branco.

A exposição-virtual A4 Paper Cut brinca com o imaginário mágico e romântico, com as formas da natureza, com as impossibilidades, com os anseios humanos e com a inevitabilidade de desastres anunciados, seja em bolas de neve descendo uma encosta em direção a uma casa que parece ser ainda mais frágil por herdar a carcterística do papel; seja em uma aranha que se dirige a uma borboleta pousada na folha. Em alguns casos, verdadeiras reflexões filosóficas podem emergir, junto com as figuras. É inconteste a forte impressão causada pela escultura onde um esqueleto sentado em uma cadeira observa a silhueta de um corpo deitado, representado como um rasgo, como se olhasse para seu próprio passado, seu universo particular de escolhas. O que o levou até ali.

Looking back, 2006 - Peter Callesen

Ao manter o papel limpo de conteúdo, é fácil preenchê-lo de significados. Impressionante ainda é como esta utilização transforma o material em algo certamente dramático. A efemeridade das esculturas pungentes, minúsculas e frágeis, com detalhes que impressionam e requerem outros olhares. Uma coisa é certa: você nunca mais vai olhar para uma folha em branco da mesma forma.

Retirado de Silenzio, No Hay Banda. Vale a pena conferir!!

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